Google– ou –

PLC 7662-2010

Reconhecerá o “Jiu-Jitsu Brasileiro” como patrimônio esportivo e cultural imaterial.

O projeto tem como objetivo reconhecer a importância cultural e esportiva do “Jiu-Jitsu Brasileiro”, originado da arte marcial trazida ao Brasil pelo mestre Mitsuyo Maeda e passado a Carlos Gracie, em 1916, que o transmitiu, por meio da família Gracie, ao povo brasileiro. Fica o “Jiu-Jitsu Brasileiro” constituído como Patrimônio Esportivo e Cultural Imaterial do Brasil, para todos os efeitos legais. Todo o prestígio do “Jiu Jitsu Brasileiro” começou quando, no século XIX, mestres de artes marciais japonesas migraram do Japão para outros continentes, vivendo do ensino dessas artes e de lutas que realizavam. Mitsuo Maeda Koma, conhecido como Conde Koma, foi um grande mestre de jiu-jitsu e judô da Kodokan, nos primórdios deste, quando ainda era próxima a ligação destas duas artes. Depois de percorrer vários países com seu grupo, chegou ao Brasil em 1915 e fixou residência em Belém do Pará, existindo até hoje nessa cidade a Academia Conde Coma. Um ano depois, conheceu Gastão Gracie. Segundo o autor, Gastão, que era pai de oito filhos, sendo cinco homens, tornou-se entusiasta da luta e levou seu filho Carlos Gracie para aprender a luta japonesa. Pequeno e frágil por natureza, Carlos encontrou no Jiu-Jitsu o meio de realização pessoal que lhe faltava. Com dezenove anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro com a família, sendo professor dessa arte marcial e lutador. Viajou por outros estados brasileiros, ministrando aulas e vencendo adversários mais fortes fisicamente. Em 1925, voltando ao Rio de Janeiro e abrindo a primeira Academia Gracie de Jiu-Jitsu, convidou seus irmãos Osvaldo e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação dos menores George, com quatorze anos, e Hélio Gracie, com doze. A partir daí, Carlos transmitiu seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica. Lutando contra adversários vinte, trinta quilos mais pesados, os Gracie logo conseguiram fama e notoriedade nacional. Atraídos pelo novo mercado que se abriu em torno do Jiu-Jitsu, muitos japoneses vieram para o Rio de Janeiro, porém nenhum deles formou uma escola tão sólida quanto a da Academia Gracie, pois o Jiu-Jitsu praticado por eles privilegiava somente as quedas (já vinham com a formação da Kodokam do mestre Jigoro Kano), já o dos Gracie enfatizava a especialização: após a queda, levava-se a luta ao chão e se usavam os golpes finalizadores, o que resultou numa espécie de esgrima ou xadrez de quimono. Ao modificar as regras internacionais do Jiu-Jitsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial. Anos depois, a arte marcial passou a ser denominada de Jiu-Jitsu Brasileiro ou Gracie Jiu-Jitsu, sendo exportada para o mundo todo, até mesmo para o Japão. Hoje, o Jiu-Jitsu é o esporte individual que mais cresce no país: possui cerca de 350 mil praticantes com 1.500 estabelecimentos de ensino somente nas grandes capitais. Na parte de educação, o ensino do Jiu-Jitsu ganhou cadeira como matéria universitária (Universidade Gama Filho). Com a criação da Federação de Jiu-Jitsu Brasileiro, as regras e o sistema de graduação foram sistematizados, não havendo mais dúvidas de que se trata de um bem imaterial do patrimônio cultural brasileiro (art. 216, CF), porque forma de expressão e modo de criar, fazer e viver portador de uma forte referência à identidade, à ação e à memória de um grupo formador da sociedade. Por tudo isso, considerando que compete concorrentemente à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar sobre a matéria; que a melhor doutrina reconhece que o tombamento desses bens, previsto na Constituição, “pode ser feito por procedimento administrativo, por lei ou por via jurisdicional” (Edna Cardozo Dias5); é que apresenta-se a presente proposta para constituir o “Jiu- Jitsu Brasileiro” como Patrimônio Esportivo e Cultural Imaterial do Brasil, para todos os efeitos legais. Será, segundo o deputado, uma merecida homenagem aos grandes mestres do Jiu-Jitsu no Brasil como o são Carlos Gracie, Hélio Gracie, Gastão Gracie, George Gracie, Reyson Gracie, Carlson Gracie, Robson Gracie, Reylson Gracie, Roselly Gracie, Rorion Gracie, Relson Gracie, Rickson Gracie, Rolls Gracie e Roger Gracie. São referências de mesmo modo indispensáveis à história do Jiu-Jitsu no Brasil, a lenda viva, João Alberto Barreto, e seus irmãos Álvaro Barreto e Sérgio Augusto Barreto, e José Roberto Barreto, sobrinho destes, que deram técnica e espírito à luta, criando, também uma legião de seguidores da família Barreto.

Votos dos cidadãos

313 votos, 115 sim, 198 não

Filtrar gráficos

MasculinoFeminino

Classificação do cidadão para este projeto

4 classificações
25%
0%
25%
0%
0%
50%

8 comentários

724659804334106

André MoreiraSim

Jiu-jitsu e Brazilian Jiu-jitsu são coisas diferentes, o brasileiro sim é um esporte nacional e que merece reconhecimento. Sem reconhecimento nacional, como será um esporte olímpico?

Square user masculino 418e2740fbf94a752b1882289354031b2dca271aa357d27789dd68e5c9a344c0

Felipe SilvaSim

Jiu JItsu Brasileiro é nacional, todo o mundo conhece ou já ouviu falar no jiu jitsu daqui, foram adcionada muitas tecnicas e posições no nosso jiu jitsu o que descaracteriza como jiu jitsu japones

100002153288930

Robério RochaSim

somos os melhores no jiu jitsu .. nao sei por que ainda nao estamos nas olimpiadas

100002317924249

Renan TetéSim

Acho justo. Injusto é um país importante em tantos esportes ser lembrado apenas por um futebol que sequer pratica mais.

Domingos cartoon

Domingos JunqueiraSim

Importados somos todos nós não índios e nem por isso somos menos brasileiros. O aperfeiçoamento desta arte marcial no Brasil é relevante no cenário mundial e nós deveríamos ser os primeiros a reconhecer isso.

100000202382051

Reginaldo NegromonteSim

Uma das referências do Brasil no exterior é em relação ao Jiu-Jitsu. Quando virem uma bandeira do Brasil no exterior ou é a Embaixada, ou jogo da seleção ou uma academia de Jiu-Jitsu.

Square user masculino 418e2740fbf94a752b1882289354031b2dca271aa357d27789dd68e5c9a344c0

daniel carvalhoSim

o Jiu Jitsu Brasileiro ja e um estilo e uma arte marcial nacional, responsavel por empregar muita gente, leva o nome do Brasil pelo mundo todo, e treinado hoje pelo mundo todo e responsavel por levar nossa bandeira , nosso hino e nossas vitorias pelo mundo afora, assim como a capoeira ja faz parte da cultura nacional

10154169827103272

Judson Clayton MacielNão

O Jiu-Jitsu é uma luta importada do Japão e que foi aperfeiçoada no Brasil.
Portanto, não é patrimônio esportivo e cultural originário de nosso país.