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PLC – 7450 / 2010

Incluirá no currículo da educação básica a disciplina “Leitura e Educação para as Mídias”, para oferecer aos estudantes a possibilidade de análise crítica do que a mídia expõe, seja pelos canais de TV e rádio ou por veículos impressos.

O projeto inclui no currículo do ensino fundamental e médio do país a disciplina “Leitura e Educação para as Mídias”. Assim, é obrigatória a inclusão da matéria de estudo crítica “Leitura e Educação para as Mídias” nas grades curriculares dos ensinos fundamental e médio nas escolas públicas e privadas da rede de ensino do País. A matéria "Leitura e Educação para as Mídias" prevê o ensino de conteúdos cujo objetivo é oferecer aos estudantes a possibilidade de análise crítica do que a mídia expõe, seja pelos canais de TV e rádio ou por veículos impressos, sejam estes conteúdos de notícia, publicitários ou de entretenimento. O conteúdo deverá ser ensinado a partir do sexto ano do ensino fundamental, devendo ser respeitada a capacidade de aprendizagem de cada série. Poderão ser realizadas de forma a complementar as aulas, atividades extra-sala como gincanas do estudante consumidor, grupos de estudos, teatros, entre outras atividades que cada instituição entender conveniente. Os estudantes poderão entender como funcionam os canais da mídia e debater sob o olhar ético, moral e, sobretudo, constitucional, as diversas características, positivas ou negativas, que estes canais empregam em seus conteúdos: sobre informações de violência que envolvam, sobretudo, o uso de drogas lícitas e ilícitas e que possam estimular a agressividade das crianças e jovens brasileiros; sobre conteúdos que possam estimular a sexualidade precoce e, assim, possibilitar um comportamento de risco da juventude; sobre conteúdos (noticiosos ou de propaganda e entretenimento) que não correspondem à realidade e que não devem servir de parâmetro para o comportamento padrão da juventude. Poderão debater também: sobre conteúdos (notícias, de propaganda, ou de entretenimento) que estimulem o preconceito a gênero, etnia, classe social ou crença; sobre conteúdos que propõem padronização social e estética e que podem interferir no condicionamento da criança e do jovem com os seus corpos; sobre conteúdos que, por meio da propaganda e da publicidade, estimulam o desejo do consumo que não corresponde às necessidades econômicas da criança e do jovem, distanciando-os de suas verdadeiras condições sociais; e sobre conteúdos jornalísticos ou de publicidade e de entretenimento relativos à saúde (sobretudo aos que se referem à drogas lícitas e ilícitas) e à alimentação (especialmente os que se referem a alimentos cuja composição não é recomendada para o crescimento saudável da criança e do jovem) que possam influenciar a decisão de consumo da criança e do jovem. A matéria reforçará a capacidade cultural e intelectual da criança e do jovem por oferecer ferramentas de aprendizagem e de reflexão em sala de aula que vão complementar todas as outras matérias consideradas tradicionais da grade curricular. Esse processo será efetuado da seguinte forma: estimulando o interesse da criança e do jovem pelas informações da mídia que influenciam a opinião pública e, conseqüentemente, o contexto social em que vivem; incentivando a prática da leitura e da pesquisa, por meio dos estudos coordenados pelos professores sobre conteúdos jornalísticos e publicitários veiculados na TV, rádio, revistas e jornais impressos e internet; promovendo, por meio de programas de acessibilidade e de diversas tecnologias especiais (tanto hardware, quanto software), a inclusão da criança e do jovem deficiente para a aprendizagem da matéria "Leitura e Educação para as Mídias". O processo também será efetuado: fornecendo ferramentas aos alunos (inclusive os que apresentam algum tipo de deficiência), por meio de programas governamentais ou de Parcerias Público-Privadas, para que desenvolvam, sob orientação de seus professores, projetos de comunicação social (sites multimídia ou blogs, jornais, revistas, documentários e programas para TV e rádio); promovendo programa nacional de capacitação de professores e a revisão da grade curricular do curso superior de Comunicação Social, prevendo cursos de Licenciatura para os futuros jornalistas, publicitários e relações públicas que, por ventura, ingressem na carreira de professores da matéria “Leitura e Educação para as Mídias”; abertura de linhas especiais de financiamento e crédito (privadas ou públicas) para a implantação das ferramentas e programas, que podem ser efetuadas com incentivos fiscais já utilizados nas áreas de educação e cultura. Deve ser continuado e permanente na grade curricular dos ensinos fundamental e médio (público e privado) do Brasil a matéria "Leitura e Educação para as Mídias", e por isso, deve haver: amplo programa de capacitação dos professores dos ensinos fundamental e médio e redefinição do curso de Comunicação Social das faculdades e universidades brasileiras, para inclusão de aulas de licenciatura; extensão aos pais dos alunos, por meio de oficinas e eventos sócio-educativos, de todo o conteúdo debatido em sala de aula e produzido pelos alunos da matéria “Leitura e Educação para as Mídias”; e programa governamental (nas esferas municipal, estadual e federal) que possibilite a divulgação dos projetos criados pelos alunos a partir da aprendizagem da matéria “Leitura e Educação para as Mídias”. O Conselho Nacional de Educação vai regular e supervisionar a aplicação e desenvolvimento das atividades nas escolas. Deverá ser realizado processo de capacitação para os professores e educadores que darão a aula da matéria. O processo de capacitação deverá ocorrer de forma que as aulas possam ter início no semestre seguinte ao da publicação desta lei.

Votos dos cidadãos

1.332 votos, 755 sim, 577 não

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Classificação do cidadão para este projeto

16 classificações
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38%

50 comentários

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Jackson Batista

Deve-se desenvolver um projeto específico para regular a contraprestação para a sociedade desses alunos que se formam com bolsa integral do governo. Há carência de médicos, engenheiros, advogados públicos, sociólogos, assistentes sociais, professores, profissionais de todas as áreas. Todos os anos milhares de jovens se formam gratuitamente e não dão nenhum retorno à sociedade que indiretamente o financiou. Deve-se criar um programa de prestação de trabalho por um período proporcional ao tempo de curso a fim de que este bolsista retribua a caridade/ oportunidade que lhe foi concedida e, assim possa contribuir para o desenvolvimento da comunidade e redução real das desigualdades sociais.

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Usuário excluídoNão

Não foi arquivado?

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Luiz Lima

Você não me engana, Cunha! Sujeito dissimulado...

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Morhamed DiasNão

Sujeito besta

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Gutembergue SantosNão

Não seria melhor aprovar a proposta de Democratização da Mídia ?
Então pra que essa tal coisa ai, Cunha vai a merda seu bósta !

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Alex LimaNão

Concordo plenamnete com a Karen Campos: Não a doutrinação nas escolas!

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Emerson Gimenez

Tem é que proibir a doutrinação ideológica nas disciplinas de história e geografia e fortalecer outras disciplinas

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Karen CamposNão

tem é que proibir a doutrinação ideológica nas disciplinas de história e geografia e fortalecer outras disciplinas

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Guilherme FelipeNão

redundante, isso já deveria acontecer dentro das próprias matérias. para isso existe, literatura, história e geopolítica.

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Acácia GoesSim

ajudará ao desenvolvimento da visão crítica daqueles que forem expostos a este ensino. O Brasil precisa de conhecimento e todo ele é válido. Ademais a tendência é a informatização da vida prática das pessoas.

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Antonio Carlos Candia JuniorNão

Não é preciso uma matéria especifica para isso. O "senso critico" na escola deve nascer das disciplinas que ja estão lá como Filosofia, Sociologia, História e Geografia.

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DANIEL ROMEIRONão

Quem sabe interpretar texto e tem noções de cidadania consegue ler uma notícia sem virar joguete.

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arthur vergaraNão

Basta ensinar lógica, interpretação e ética.

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Mateus VentinNão

Isso já acontece em aulas de Português, gênio.

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Ulisses B. Dos SantosNão

Mais uma disciplina???? Vocês estão malucos????

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Bruno MouraSim

A proposta parece boa, mas fico com um é atrás. Que tipo de posicionamento crítico será feita a mídia?

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Eryc MartinsSim

Acho mais o valido

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Alex FielNão

Deveriam pensar todo o sistema educacional.

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Elson De Melo LimaNão

A solução não é criar novas disciplinas, esse tipo de conteúdo poderia muito bem ser trabalhado nas aulas de português e história. O problema é que as maioria das escolas não tem recurso para algo assim.

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Luis OliveiraNão

Não ensinam nem português e matemática.

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